“Ao longo da
maior parte da História, Anônimo foi uma mulher”.
- Virgínia Woolf
Espero que todos entendam que recebemos parabéns pela
simbologia da data, pela luta de “anônimas” que durante séculos buscaram um
único objetivo: a igualdade. As que foram reconhecidas, recebem os louros pelas
batalhas de muitas, por vezes, anônimas. Nessa data, somos todas uma única consciência, a consciência
feminina.
Foram anos de submissão, de anonimato, de preconceitos...
foram incansáveis lutas de muitas que bradavam suas revoltas, que externavam
suas opiniões, que apoiavam na surdina ou omitiam-se de medo.
Hoje sou o que minha mãe, minha vó, minha bisavó lutou para
ser. Hoje luto e desfruto da igualdade que elas, de alguma forma, lutaram e conquistaram primeiro. Luto
para minha filha, minha sobrinha, para uma menina, para elas terem o que ainda não
temos em sua plenitude: igualdade.
Não queremos apenas igualdade de direitos, somos [e sempre
fomos] fortes para lutar e cumprir com os deveres, com as obrigações que nos
foram colocadas. Desde os deveres diários da casa aos deveres pátrios que ainda
não nos são obrigatórios (em verdade não os deveria ser a ninguém).
Queremos ser reconhecidas, não subjugadas, queremos ocupar cargos, queremos
igualdade numérica de representação, queremos ser isentas de preconceitos e estereótipos
advindos de terceiros que sempre foram beneficiados pela tese central da
superioridade masculina.
Uma igualdade sem detrimento de quem não nos a possibilitou
tê-la anteriormente. Um simples alcance da igualdade, isso que buscamos e
continuaremos...
Então, parabéns, mulheres. E lembrem-se das muitas que se
sacrificaram para que nós pudéssemos desfrutar do que fora conquistado até hoje.