terça-feira, 8 de março de 2016

Breves Considerações Sobre o Dia Internacional da Mulher

“Ao longo da maior parte da História, Anônimo foi uma mulher”. 
- Virgínia Woolf


       Espero que todos entendam que recebemos parabéns pela simbologia da data, pela luta de “anônimas” que durante séculos buscaram um único objetivo: a igualdade. As que foram reconhecidas, recebem os louros pelas batalhas de muitas, por vezes, anônimas. Nessa data, somos todas uma única consciência, a consciência feminina.
       
       Foram anos de submissão, de anonimato, de preconceitos... foram incansáveis lutas de muitas que bradavam suas revoltas, que externavam suas opiniões, que apoiavam na surdina ou omitiam-se de medo.
       
       Hoje sou o que minha mãe, minha vó, minha bisavó lutou para ser. Hoje luto e desfruto da igualdade que elas, de alguma forma, lutaram e conquistaram primeiro. Luto para minha filha, minha sobrinha, para uma menina, para elas terem o que ainda não temos em sua plenitude: igualdade.
       
       Não queremos apenas igualdade de direitos, somos [e sempre fomos] fortes para lutar e cumprir com os deveres, com as obrigações que nos foram colocadas. Desde os deveres diários da casa aos deveres pátrios que ainda não nos são obrigatórios (em verdade não os deveria ser a ninguém).
      
       Queremos ser reconhecidas, não subjugadas, queremos ocupar cargos, queremos igualdade numérica de representação, queremos ser isentas de preconceitos e estereótipos advindos de terceiros que sempre foram beneficiados pela tese central da superioridade masculina.
       
       Uma igualdade sem detrimento de quem não nos a possibilitou tê-la anteriormente. Um simples alcance da igualdade, isso que buscamos e continuaremos...

       
       Então, parabéns, mulheres. E lembrem-se das muitas que se sacrificaram para que nós pudéssemos desfrutar do que fora conquistado até hoje.